Médico Cid Pitombo já operou 1.500 pacientes pelo Programa de Cirurgia Bariátrica do Estado do Rio – Cid Pitombo
Médico Cid Pitombo já operou 1.500 pacientes pelo Programa de Cirurgia Bariátrica do Estado do Rio 2017-10-29T18:59:50+00:00

Imprensa

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Novembro de 2016

 

Médico Cid Pitombo já operou 1.500 pacientes pelo Programa de Cirurgia Bariátrica do Estado do Rio 

Por mês, 40 pacientes são operados por videolaparoscopia e são realizados dois mil atendimentos ambulatoriais  

A vida da professora Oredes Cândido, de 50 anos, é outra após a realização da cirurgia no Programa de Cirurgia Bariátrica do Rio de Janeiro, comandada pelo médico Cid Pitombo, que chegou a marca de 1.500 pacientes operados e três mil atendimentos, desde que foi criado, em dezembro de 2010. Com 1,70 de altura, a paciente chegou a pesar 140 quilos, e foi operada na última sexta-feira (28/10) no Hospital Estadual Carlos Chagas, e já está cheia de planos.

– A cirurgia bariátrica salvou a minha vida. Tenho histórico de doenças cardíacas na família, e eu já estava indo para o mesmo caminho. Minha pressão arterial vivia nas alturas, agora nem acredito que ela está controlada. A obesidade me atrapalhou muito durante os últimos sete anos. O meu sonho é voltar a ter uma vida normal, como dirigir, viajar com o meu marido, que sou casada há 28 anos – comemora Oredes, paciente número 1.500 do programa estadual de cirurgia bariátrica. 

Dois mil atendimentos por mês – O programa Estadual de Cirurgia Bariátrica mantém a média de 40 pacientes operados por videolaparoscopia, que reduz os riscos e o tempo de recuperação do paciente, e dois mil atendimentos ambulatoriais por mês no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. 

–  Estamos felizes por alcançar a marca de 1.500 pacientes, pois mostra o resultado de um trabalho que é feito com muita dedicação e seriedade por toda equipe.  O nosso objetivo é conseguir devolver à sociedade pessoas com saúde melhor, que não trabalhava e que tinha baixa autoestima e não tinha vida afetiva.  Agora eles tem uma vida nova – afirma o coordenador do Programa, o médico Cid Pitombo.

Como ter acesso – Para se candidatar a uma cirurgia, o paciente de qualquer município do Estado deve procurar um atendimento ambulatorial próximo de sua casa para que um médico avalie a necessidade da cirurgia. Se a operação for indicada, o médico solicita uma segunda avaliação para a Central de Regulação de Cirurgia Bariátrica do Estado, que encaminha o pedido de forma online ao Hospital Estadual Carlos Chagas. O paciente é contatado e tem uma consulta de avaliação marcada.

O paciente que tiver Índice de Massa Corpórea dentro do indicado pela portaria do Ministério da Saúde que regula as cirurgias bariátricas no país (maior que 40kg/m² ou maior que 35kg/m² quando associado a fatores de comorbidade, como hipertensão e diabetes, entre outros), que preencham os pré-requisitos do Ministério da Saúde e não tiverem doenças graves associadas são avaliados, preparados e operados.

Aqueles que não estão em condições imediatas para serem operados (ex: sobrepeso, hipertensão, diabetes descontrolado, etc…), são colocados em grupos de acompanhamento, onde recebem atendimento multidisciplinar até que estejam aptos para o procedimento. A equipe do programa também acompanha todo o pós-operatório especializado, com orientações de nutricionista, psicólogo e avaliação periódica pelo cirurgião.

Perfil do especialista – Há quase 25 anos, ao sair da faculdade, Cid Pitombo foi para os Estados Unidos se especializar em cirurgia laparoscópica. Voltou ao Brasil cinco anos depois para aprender sobre cirurgias da obesidade e, ao final do mestrado e doutorado, rodou grandes centros de cirurgia bariátrica nos EUA. Logo percebeu que os conhecimentos sobre laparoscopia e obesidade eram uma área a ser explorada. Juntou-se aos grandes nomes da cirurgia bariátrica, experimentou diferentes técnicas, operou e deu aulas em diversos países e se tornou referência no Brasil em cirurgia bariátrica por videolaparoscopia, técnica que utiliza em todas as unidades em que opera. O procedimento é menos invasivo e proporciona recuperação mais rápida do paciente.